Gráfico 8 – Taxa de escolaridade das entrevistadas

 

    * Dados referentes a 138 participantes que responderam esta pergunta.

 

Com relação à taxa de escolaridade das 138 entrevistadas que frequentaram a escola - tendo como base a última série cursada com aprovação – observa-se que: 5,8% (8) não passaram da 4º série do Ensino Fundamental; 25,4% (35) estudaram entre a 5ª e a 8ª série do Ensino Fundamental; 59,4% (82) estudaram até o 3º ano do Ensino Médio. Quanto ao Ensino Superior: 6,5% (9) declararam tê-lo iniciado sem, no entanto, ter se formado; apenas 2,2% (3) responderam possuir o Ensino Superior Completo. 0,7% (1) encontravam-se na alfabetização de adultos, no período de aplicação do questionário. Ou seja, 91,3% das entrevistadas não passaram do Ensino Médio.

Alertamos que a análise desses dados isoladamente não se mostra suficiente para conclusões quanto a trajetória escolar das entrevistadas, que em seus relatos, é repleta de violências e preconceitos. Para tal consideração é imprescindível uma reflexão crítica dos contextos aos quais estão inseridas e articulada com outros dados disponibilizados pela pesquisa. Por exemplo, o ingresso de 59,4% das entrevistadas no Ensino Médio não necessariamente sugere um bom percurso escolar uma vez que, além de não indicar se houve ou não a finalização deste Ensino, outros motivos, que não a conclusão do curso, são apresentados como impulsionadores para a não continuidade dos estudos - como pode ser verificado a partir dos motivos apontados pelas entrevistadas para o abandono escolar apresentado no gráfico 9. Nestes dados, de um total de 132 participantes, apenas 15,9% (21) consideram que a interrupção de seus estudos esteve relacionada à conclusão do curso. Ou seja, 84,1% (111) apontaram diferentes fatores responsáveis por levá-las ao abandono da escola.

 

A baixa inserção no ensino superior (8,7%) é também um indicativo de que o percurso escolar provavelmente não foi satisfatório e propulsor para a continuidade dos estudos. Mais evidente ainda se comparado ao alto ingresso em cursos de capacitação (60,9% das entrevistadas), o que pode ser visto como uma estratégia de formação que não, necessariamente, dependa do espaço escolar e acadêmico, uma vez que este não se mostrou preparado para garantir o respeito às suas especificidades e identidade.

 

 

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